quarta-feira, 19 de abril de 2017

Resenha: Nildrien - O Pergaminho - Manoel Batista

Título: Nildrien - O Pergaminho
Autor: Manoel Batista
Páginas: 588
Edição: 1ª
Editora: Novo Século
Ano: 2016
Gênero: Fantasia

Sinopse: Em um mundo de fantasia medieval, o despertar de uma poderosa energia em uma caverna milenar e remota faz com que os mais poderosos reinos de Nildrien se mobilizem para conseguir o artefato portador do poder: um antigo pergaminho criado pelo maior de todos os magos, contendo feitiços capazes de afetar o equilíbrio mundial.
Sem poder enviar seus mais experientes e poderosos membros, resta às forças de reinos aliados formarem um grupo de jovens aventureiros para enviá-los ao maior desafio de suas vidas: uma aventura entre guerreiros, magos e monstros que dividem um cenário onde o fantástico e a magia se mostram mais presentes do que nunca. Uma jornada que mudará para sempre a vida desses jovens, repleta de drama, ação e humor.


Imagine-se num mundo de fantasia medieval, numa jornada em busca de um antigo pergaminho, criado pelo maior de todos o magos, um artefato que armazena os maiores poderes e encantos capazes de trazer o caos ao mundo, se possuído por mãos erradas.

Imaginou? Então, seja bem vindo à Nildrien!

Em Nildrien – O Pergaminho, a grande aposta do autor brasileiro Manoel Batista para o gênero fantasia, inicialmente, seremos apresentados aos personagens, muito bem constituídos, por sinal, e, que não são poucos, porém fundamentais para a estória. Cada um se destaca por suas características próprias. Marcantes.

E acredite, você vai se apegar à todos eles.

Quando mineradores exploram a “Caverna Antiga”, que emana uma forte energia, liberam esta força que desperta monstros e criaturas, as quais não podem vencer.

Nas entranhas da Caverna Antiga, está escondido um poderoso artefato. Trata-se de um pergaminho, que contém armazenados todos os poderes de um grande mago. Arkross Shawron.

Assim que a informação se espalha, os reinos da Luz (Nalin e Skyllus) e das Trevas (Asenhar), imediatamente, escalam equipes para o resgate do objeto.

Porém, o reino das Trevas possui uma grande vantagem, um mapa que leva até o poderoso pergaminho.

Se inicia, então, a grande jornada em busca do pergaminho poderoso. Marcada por batalhas épicas.

Aventuras com grandes reviravoltas serão vividas por clérigos, paladinos, guerreiros, feiticeiros e um meio-dragão. Sim! Um meio-dragão. 

Ah! Esse meio-dragão... Reks Thunhak.

E, tenebrosas criaturas os esperam na Floresta das Sombras.

“Reks voltou a olhar o mapa e refizera seus cálculos. Percebera que não ter parado para descansar havia sido, claro, um esforço muito grande, porém útil ao grupo. E, após todas aquelas horas caminhando, aproximavam-se cada vez mais do destino final do mapa, que, se os deuses permitissem, seria o pergaminho.”

Apreciei muito a leitura. A estória é tão rica! Confesso que me vi, em muitos momentos dentro dela. E isso é o mais prazeroso de uma leitura.

Com uma narrativa, em terceira pessoa, também rica em detalhes, Nildrien - O Pergaminho é uma aventura sem clichês.

Pequenos romances, às vezes enriquecem algumas estórias, mas no caso de Nildrien, que, pode-se dizer que não teve, não vi essa necessidade. E, acho que este foi o grande diferencial do autor no enredo, e o que, de fato, me agradou bastante.

Mas do que realmente eu senti muito a falta no livro, foi de um mapa, o que incrementaria ainda mais o enredo. Ou, quem sabe, o autor achou melhor assim para estimular a imaginação do leitor?! Não é, Manoel?

Como a sinopse já nos apresenta, uma jornada repleta de drama, ação e humor, e com personagens cativantes, te espera nas páginas de Nildrien – O Pergaminho.

E o segundo volume já está à caminho. O que será que o autor vem preparando?

A Editora Novo Século está arrasando nas edições das obras que levam o selo Talentos da Literatura Brasileira. E com Nildren – O Pergaminho não é diferente.


A edição está esplêndida. São quinhentas e oitenta e oito páginas, levemente amareladas, que dão prazer à leitura. A capa é fosca e o título se destaca pelo leve relevo e seu brilho, fazendo jus ao enredo da obra de Manoel Batista.

Contudo, a diagramação está ótima e a leitura flui tranquilamente.






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