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14 de abril de 2017

Resenha: Nildrien - O Pergaminho - Manoel Batista

14 de abril de 2017
Título: Nildrien - O Pergaminho
Autor: Manoel Batista
Páginas: 588
Edição: 1ª
Editora: Novo Século
Ano: 2016
Gênero: Fantasia

Sinopse: Em um mundo de fantasia medieval, o despertar de uma poderosa energia em uma caverna milenar e remota faz com que os mais poderosos reinos de Nildrien se mobilizem para conseguir o artefato portador do poder: um antigo pergaminho criado pelo maior de todos os magos, contendo feitiços capazes de afetar o equilíbrio mundial.
Sem poder enviar seus mais experientes e poderosos membros, resta às forças de reinos aliados formarem um grupo de jovens aventureiros para enviá-los ao maior desafio de suas vidas: uma aventura entre guerreiros, magos e monstros que dividem um cenário onde o fantástico e a magia se mostram mais presentes do que nunca. Uma jornada que mudará para sempre a vida desses jovens, repleta de drama, ação e humor.


Imagine-se num mundo de fantasia medieval, numa jornada em busca de um antigo pergaminho, criado pelo maior de todos o magos, um artefato que armazena os maiores poderes e encantos capazes de trazer o caos ao mundo, se possuído por mãos erradas.

Imaginou? Então, seja bem vindo à Nildrien!

Em Nildrien – O Pergaminho, a grande aposta do autor brasileiro Manoel Batista para o gênero fantasia, inicialmente, seremos apresentados aos personagens, muito bem constituídos, por sinal, e, que não são poucos, porém fundamentais para a estória. Cada um se destaca por suas características próprias. Marcantes.

E acredite, você vai se apegar à todos eles.

Quando mineradores exploram a “Caverna Antiga”, que emana uma forte energia, liberam esta força que desperta monstros e criaturas, as quais não podem vencer.

Nas entranhas da Caverna Antiga, está escondido um poderoso artefato. Trata-se de um pergaminho, que contém armazenados todos os poderes de um grande mago. Arkross Shawron.

Assim que a informação se espalha, os reinos da Luz (Nalin e Skyllus) e das Trevas (Asenhar), imediatamente, escalam equipes para o resgate do objeto.

Porém, o reino das Trevas possui uma grande vantagem, um mapa que leva até o poderoso pergaminho.

Se inicia, então, a grande jornada em busca do pergaminho poderoso. Marcada por batalhas épicas.

Aventuras com grandes reviravoltas serão vividas por clérigos, paladinos, guerreiros, feiticeiros e um meio-dragão. Sim! Um meio-dragão. 

Ah! Esse meio-dragão... Reks Thunhak.

E, tenebrosas criaturas os esperam na Floresta das Sombras.

“Reks voltou a olhar o mapa e refizera seus cálculos. Percebera que não ter parado para descansar havia sido, claro, um esforço muito grande, porém útil ao grupo. E, após todas aquelas horas caminhando, aproximavam-se cada vez mais do destino final do mapa, que, se os deuses permitissem, seria o pergaminho.”

Apreciei muito a leitura. A estória é tão rica! Confesso que me vi, em muitos momentos dentro dela. E isso é o mais prazeroso de uma leitura.

Com uma narrativa, em terceira pessoa, também rica em detalhes, Nildrien - O Pergaminho é uma aventura sem clichês.

Pequenos romances, às vezes enriquecem algumas estórias, mas no caso de Nildrien, que, pode-se dizer que não teve, não vi essa necessidade. E, acho que este foi o grande diferencial do autor no enredo, e o que, de fato, me agradou bastante.

Mas do que realmente eu senti muito a falta no livro, foi de um mapa, o que incrementaria ainda mais o enredo. Ou, quem sabe, o autor achou melhor assim para estimular a imaginação do leitor?! Não é, Manoel?

Como a sinopse já nos apresenta, uma jornada repleta de drama, ação e humor, e com personagens cativantes, te espera nas páginas de Nildrien – O Pergaminho.

E o segundo volume já está à caminho. O que será que o autor vem preparando?

A Editora Novo Século está arrasando nas edições das obras que levam o selo Talentos da Literatura Brasileira. E com Nildren – O Pergaminho não é diferente.


A edição está esplêndida. São quinhentas e oitenta e oito páginas, levemente amareladas, que dão prazer à leitura. A capa é fosca e o título se destaca pelo leve relevo e seu brilho, fazendo jus ao enredo da obra de Manoel Batista.

Contudo, a diagramação está ótima e a leitura flui tranquilamente.






26 de julho de 2016

Resenha: Império Dos Guerreiros - Rodrigo Ponciano

26 de julho de 2016
Título: Império Dos Guerreiros
Autor: Rodrigo Ponciano
Páginas: 240
Edição: 1ª
Editora: Hope
Ano: 2016
Gênero: Fantasia

Sinopse: Uma terra de guerreiros, lendas e criaturas antigas. Acompanharemos Tolien, um jovem sonhador, filho de fazendeiros que vivem no Reino de Menestron,
Grande Oeste, a famosa “Capital dos guerreiros” que se destaca por seu grande poder militar, além de possuir as maiores arenas de treino para jovens guerreiros. 
Aduzam, o grande mago Supremo, iniciou a procura pelo novo escolhido dos deuses para partir em busca da espada do Rei Dragão, perdida há séculos. Com Kerza, o “espadachim andarilho”, e Eikki, filho do senhor do Norte, mudará a vida do jovem sonhador. Tolien terá uma grande jornada pela frente e, suportando as consequências de suas escolhas, provará sua dignidade e valor nas arenas.

Tolien é um menino de 11 anos. Filho de fazendeiros. Sonha em um dia ser um guerreiro. Aficionado por seus livros de aventuras, os quais lhe permitem viajar para um mundo repleto de lendas, de heróis e batalhas, onde os grandes guerreiros sempre saem vitoriosos, lutando com orcs, dragões e as mais incríveis criaturas que se possa imaginar, e são reconhecidos mundo afora. Mas o que ele não sabe, é que a realidade não é bem assim. Porém, viria a saber, posteriormente.

Criado na fazendo e acostumado a ajudar os pais nos afazeres do campo, Tolien jamais saiu do lugar de onde nasceu.
O que conhece do mundo, apenas leu nas histórias de bravos guerreiros e as imaginou com seu primo, Rogardes, nas aventuras que costumavam inventar.

Tolien e sua família vivem em 
Menestron. Um território agrícola, conhecido como a “Capital dos guerreiros”. Um lugar com o poder militar em evidência e palco das maiores arenas de treino de guerreiros.

O enredo é ambientado na Quarta Era. Composta por magos, bárbaros, orcs, dragões, anões, duendes e outras criaturas fantásticas. 
Uma lenda de que há uma poderosa espada, que encontrada por seu sucessor
pode estabelecer uma aliança entre os reinos, vem à tona quando o Mago Aduzam, desperta de seu sono de reparação, convocado pelos deuses à partir em busca do herdeiro portador do poderoso artefato. A Espada do Rei Dragão. Schandar.

O jovem escolhido pelos deuses é Tolien. O garoto sonhador, que vivia naquela humilde fazenda, e não tivera a sorte de nascer com sangue guerreiro, seria o portador de Schandar.


"Às vezes sentia vontade de gritar, porque sua cabeça parecia estar ponto de explodir com tantos penamentos. Tentava não pensar no futuro, contudo, era inevitável. Muitas vezes, dormir era difícil em meio ao caos de sua mente. Em outras vezes agradecia a chegada do sono porque poderia descansar sua mente e se livrar da solidão. Entretanto alguns sonhos pareciam reais, como se o mundo cobrasse pelo seu destino."

Agora, o mago convocado para treinar o jovem Tolien, Aduzam, na companhia de Kerza, o espadachim andarilho, e o bárbaro Eikki, o filho do senhor do Norte, iniciarão sua missão num treino que durará por alguns ciclos, e consistirá na resistência física em combates corporais, aos quais "o escolhido" será submetido até que esteja pronto para partir em jornada pela busca de Schandar e estabelecer assim, a aliança entre os reinos que, desta forma, não viverão mais em guerra.

"— Não te agrada a forma de treinamento dada a futuros guerreiros?
— Tanta violência nunca me agradou. Muitos preferem erguer espadas e mostrar sua força a ter um bom diálogo, Enquanto existir ignorância nos corações, será impossível o reinado da paz."

Conheceremos, ainda, a bela jovem Samira, conjuradora e uma das melhores arqueiras de Menestron. Amiga de infância de Tolien e seu primo Rogardes, por quem ambos nutrem grande afeiçãotambém mostrará toda sua coragem nas arenas de treinamento.
Mas, nem tudo são flores, é claro. E o que seria de um bom livro de fantasia se não houvessem os importunos patifes? Como, o grande general do Oeste, Lamorde, e os demais guerreiros que não aceitam a presença de Tolien nas arenas, o julgando não ser digno do legado que recebeu.

Acompanhe a formação do guerreiro e o início da Nova Era em Império dos Guerreiros. O primeiro volume da trilogia O Rei Dragão.
Duzentas e quarenta páginas, com uma narrativa leve e rica em detalhes, em que o autor nos transporta a um mundo de aventuras com sangrentas batalhas entre guerreiros e criaturas antigas. 
Um enredo que possui um conteúdo histórico e nos ensina grandes lições, apesar de tudo.

E, a edição da obra esta linda. A Editora Hope caprichou, mesmo!
E uma coisa que eu acho indispensável em livros do gênero, é a existência de um mapa. E o autor pensou nisso! E nos brindou com um nesta edição fantástica do livro.
Páginas levemente amareladas e uma diagramação impecável, com ilustrações em meio aos capítulos, que enriqueceram a história.

Meu personagem preferido foi o mago Aduzam. O garoto Tolien é o protagonista, mas o mago foi fundamental. É um  personagem com o qual você aprenderá muito lendo cada página. E foi o que me fez dar a classificação de excelente ao livro.

Guerreiros e guerreiras, sejam muito bem vindos! À partir de agora, cabe a vocês, sobreviverem nas arenas de Menestron.


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21 de março de 2016

Resenha: Os Goonies - James Kahn

21 de março de 2016

Título: Os Goonies
Autor: James Kahn
Páginas: 240
Edição: 1ª
Editora: Darkside
Ano: 2012
Gênero: Aventura

Sinopse: É verão na pequena cidade costeira de Astoria e os Goonies estão preocupados. Poderosos corretores de imóveis ameaçam ocupar o bairro de Goon Docks para transformá-lo num grande loteamento. É quando Mikey encontra um velho mapa de piratas e os garotos saem à procura do tesouro que poderá salvar suas caras.
Só que não esperavam encontrar esqueletos armados de espada, uma passagem subterrânea cheia de armailhas e uma perigosa quadrilha de falsários, ansiosos por eliminar os Goonies. Mas o grupo fez um juramento de continuar unido, houvesse o que houvesse... E foi a sorte deles, porque ia começar o periodo mais incrível de suas vidas... Faça o juramento. Junte-se à aventura.

Quem não conhece a aventura de Mikey e seus amigos? Os Goonies. Uma produção de Steven Spielberg da década de 80.
Se você não é dessa geração, prepare-se para viver a maior aventura de sua vida.

Vamos conhecer os Goonies. O tímido Mikey, O tagarela Bocão, Dado, o mais inteligente, e o mentiroso compulsivo Gordo, e Brad também. O irmão mais velho de Mikey


"Eu jamais trairei meus amigos das Docas Goon,
Juntos ficaremos até o mundo inteiro acabar,
No céu e no inferno e na guerra nuclear,
Grudados feito piche, como bons amigos iremos ficar,
No campo ou na cidade, na floresta, onde for,
Eu me declaro um companheiro Goony
Para sempre, sem temor."

Eles vivem em um bairro operário de AstoriaDocas Goon. Mas estão todos prestes a serem despejados de suas casas e darem lugar para um imenso campo de golfe. A não ser que comprem as propriedades onde vivem, porém, sem dinheiro algum não há outra solução.
Na véspera do despejo, esses garotos encontraram um mapa que leva ao tesouro do Willy Caolho, um detestável pirata local. O que os conduzirá a uma aventura fantástica, capaz de salvar todos os moradores das Docas Goon de terem suas casas perdidas. 
O tesouro de Willy Caolho Jamais fora encontrado, em milhares de tentativas sem sucesso, ao longo dos anos. 

Após muitos contratempos, os meninos embarcam nesta incrível jornada. E, consequentemente junto com eles, Brand, e as meninas Andy e Stef.
Mas chegar até o tal tesouro não será tão fácil assim. E há mais alguém atrás dele. E é aí que entra em cena a temida família Fratelli, uma perigosa gangue procurada pela polícia, que não deixará os meninos escaparem barato.

Em meio a muitas armadilhas do pirata, obstáculos e aventuras, os corajosos goonies te levarão junto nesta, repito, fantástica aventura. Se você já assistiu ao filme, te convido a ler o livro e revivê-la. Se não conhece ainda, embarque nessa com os destemidos Goonies e divista-se! 

Narrado em primeira pessoa, pela perspectiva de Mikey, o livro tem duas edições. As quais me faltam palavras para adjetivar, pois as duas edições da Dark Side estão impecáveis. Diagramação incrível. 
A minha é a mais simples. Mas está linda, sem deixar a desejar ou perder a qualidade, (sem dúvida, de primeira) da editora, de sempre.












7 de março de 2016

Resenha: Cidades de Papel - John Green

7 de março de 2016


Título: Cidades de Papel
Autor: John Green

Páginas: 368
Edição: 
Editora: Intrínseca

Ano: 2013
Gênero: Ficção/YA

Sinopse: Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.
Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.
Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.



Quentin nutre uma paixão platônica por sua vizinha e amiga de infância. A aventureira destemida e imprevisível, Margo.
Eles estudam na mesma escola, mas com o passar dos anos foram se distanciando. Porém, Quentin  jamais deixou de amá-la.
Os melhores amigos de Quentin são Ben e Radar. Os três não são muito populares na escola.
O fim do ano letivo está chegando, e com ele a tão esperada formatura.

Certa noite, Margo simplesmente aparece na janela de seu quarto o convidando para uma aventura.
Feliz com a noite mais divertida que passou com Margo depois de tantos anos, na manhã seguinte, Quentin vai a escola empolgado. Porém, Margo não apareceu. No dia seguinte isto se repetiu.

Margo desaparece de repente, deixando pistas que Quentin resolveu seguir, e convidou seus amigos hilários para embarcar com ele nessa.
À partir daí, eu achei que a leitura fluiu melhor. E ficou muito divertida.
E é claro que John Green não poderia nos dar outro final que não fosse surpreendente. 

“Margo sempre adorou um mistério. E, com tudo o que aconteceu depois, nunca consegui deixar de pensar que ela talvez gostasse tanto de mistérios que acabou por se tornar um”


Este é um dos livros de Green do qual não me agradei muito. Porém não perde a característica única de Green em nenhum aspecto. O autor é ótimo e agrada facilmente com suas narrativas bem fluidas. E também compõe seus personagens de uma forma única, que sempre nos conquista. 
Em Cidades de Papel, acompanhamos o enredo sob o ponto de vista de Quentin. E, como eu disse, é uma leitura divertida.











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