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23 de abril de 2017

Resenha: Érica - Larissa Barros Leal

23 de abril de 2017
Título: Érika
Autor: Larissa Barros Leal
Páginas: 272
Edição: 1ª
Editora: Novo Século
Ano: 2014
Gênero: Suspense/Ficção

Sinopse: Moscou. Dois jovens sobrevivem a um duplo atentado que mata quase todos os seus amigos.Cairo. Uma ONG islâmica tenta escapar de uma armadilha, arquitetada por integrantes da Ordem das Doze Tribos de Israel.
Washington. Na sede da Ordem, a filha de um funcionário da Casa Branca cai em ciladas para que seu pai colabore com os radicais.
Pequim. Um filho procura o pai, há meses desaparecido.
Fortaleza. Em uma triste manhã, Érica encontra seus pais mortos...

Nessa incrível trama, todas essas histórias se entrelaçam de forma impressionante. E somente Érica, que acaba de descobrir que foi incluída em uma lista negra da Ordem das Doze Tribos de Israel, poderá impedir uma grande desgraça planejada por judeus fundamentalistas, prestes a atingir a todos.



Fortaleza - CE, Brasil.

Pouco depois de completar 15 anos, Érica tem seus pais assassinados.

A Ordem das Doze Tribos de Israel procura justiça, e tem o objetivo de e se vingar dos que, um dia, aniquilaram os judeus.

Com toda essa reviravolta acontecendo em sua vida, Érica jamais imaginou que se tornaria uma agente da Europol. Espiões que pretendem impedir que a Ordem das Doze Tribos consiga o que pretende.

Simultaneamente, nos quatro cantos do mundo, diferentes pessoas tem suas vidas transformadas.

Conheceremos Natalie, a filha de um político de Washington, que é seqüestrada. Ivan e Kátia, dois jovens que sobrevivem a um ataque, em Moscou. A ONG Alá no Coração, no Cairo, que cai nas mãos da Ordem das Doze Tribos. E, em Pequim, Chang, que entrega-se ao vício na tentativa incansável e sem sucesso de encontrar seu pai desaparecido.

Estas história se cruzam numa trama de tirar o fôlego.



“...numa guerra não existem vencedores. Todos perdem: vidas, sonhos e futuros. Por cada pessoa, soldado ou cívil, que morre numa guerra, a humanidade perde um pouco de sua essência, e os países, parte de seu maior patrimônio...”

Mas as emoções não param por aí, conforme esta trama vai se desenrolando, ficamos ainda mais apreensivos, e o final, meus amigos, é surpreendente.

A forma como a autora desenvolveu o enredo, nos deixa boquiabertos. Achei a escrita da autora sensacional, e, a edição, publicada pela Novo Século, dispensa comentários. O livro é surpreendente e, mais uma vez, a editora Novo Século encanta com outra grande obra que leva o selo Talentos da Literatura Brasileira.

Érica, da autora Larissa Barros Leal, vai prender você.











24 de setembro de 2015

Resenha: Cavalo de Guerra - Michael Morpurgo

24 de setembro de 2015

Título: Cavalo de Guerra
Autor: Michael Morpurgo
Páginas: 184
Edição:
Editora: Wmf Martins Fontes
Ano: 2011
Gênero: Historia


Sinopse: A
 HISTÓRIA QUE INSPIROU O FILME DE STEVEN SPIELBERG! SEPARADOS PELA GUERRA. TESTADOS PELA BATALHA. LIGADOS PELA AMIZADE. Joey, meio puro-sangue, meio cavalo de tiro, é comprado por um fazendeiro que bebe demais e está mergulhado em dívidas. Albert, filho desse homem, e Joey tornam-se companheiros inseparáveis. Mas quando eclode a Primeira Guerra Mundial, o pai de Albert vende o cavalo para o Exército britânico. Em meio à batalha, ao barulho ensurdecedor dos disparos, aos que morrem no caminho e ao sofrimento dos sobreviventes, Joey se pergunta quando terminará aquela guerra atroz. Quando isso acontecer, será que ele poderá reencontrar Albert?


Este foi mais um presente que ganhei de meu pai.

Antes de ler o livro vi o filme.
Minhas palavras? Bom, sou suspeita em dizer porque amo cavalos. Mas... emocionante, intenso e sublime.

Minha surpresa ao lê-lo foi quando ví que o livro seria narrado por  Joey, o cavalo.
"Cavalo de Guerra" nos conduz a uma grande reflexão em relação a nossos sentimentos, o amor  e aos cuidados com os animais. Nos ensina lições sobre amizade e lealdade.
Tem como cenário a Primeira Guerra Mundial. O que, particularmente, me chama mais a atenção. Livros com a Guerra como cenário, por sua vez, são mais intensos nas histórias.

Inglaterra, 1914.
Separados pela Guerra, Joey e seu dono Albert seguem rumos que os levam a muitos acontecimentos, que não vou detalhar aqui.

Joey foi comprado, ainda um pequeno potro, em um leilão pelo pai de Albert, que ao contrário de seu filho, não o tratava merecidamente bem.
Albert ensinou a Joey todas as tarefas da fazenda. Eram inseparáveis.
Quando a guerra chega, Albert é recrutado e Joey é vendido por seu pai para a cavalaria do exército inglês. Pois as coisas não iam bem.
Desolado com a notícia, Albert jurou que o encontraria novamente e o levaria de volta para casa... (lágrimas)
Tantas coisas acontecem que você fica apreensivo, torcendo para que eles se encontrem logo.
Ocorrem muitas reviravoltas, inclusive nas páginas finais, quase levando a história a um rumo diferente do que você pensou.

É incrível a forma como o autor Michael Morpurgo nos transmite a percepção do mundo através dos olhos de um cavalo.
"Cavalo de Guerra" nos ensina que verdadeiras amizades são capazes de ultrapassar todas as barreiras.


Sia adaptação para o cinema (2012) foi indicada ao Oscar em seis categorias. E tem a direção de ninguém mais, ninguém menos que Steven Spielberg. Então, não precisa dizer mais nada.


























16 de junho de 2015

Resenha: A Chave de Sarah - Tatiana de Rosnay

16 de junho de 2015


Título: A Chave de Sarah
Autor: Tatiana de Rosnay
Páginas: 400
Edição: 2ª
Editora: 
Suma
Ano: 2008
Gênero: Drama/História



Sinopse: Julia Jarmond é uma jornalista Americana que vive em Paris há 25 anos e é casada com o arrogante e infiel Bertrand Tézac, com quem ela tem uma filha de onze anos. Julia escreve para uma revista americana, e seu editor pede que ela cubra o sexagésimo aniversário da grande concentração no Vélodrome d'Hiver - um estádio no qual dezenas de milhares de judeus ficaram presos antes de serem enviados para Auschwitz. 

Ao se aprofundar em sua investigação, Julia constata que o apartamento para o qual ela e o marido planejam se mudar pertenceu aos Starzynski, uma família judia imigrante que fora desapossada pelo governo francês da ocupação, e em seguida comprado pelos avós de Bertrand. Ela resolve descobrir o destino dos ocupantes anteriores. É revelada então a história de Sarah, a única sobrevivente dos Starzynski.

A família de Sarah foi uma das muitas brutalmente arrancadas de casa pela polícia do governo colaboracionista francês. Michel, irmão mais novo da garota, se esconde em um armário, e Sarah o tranca lá dentro. Ela fica com a chave, acreditando que em poucas horas estará de volta. Julia é então impelida a retraçar a sofrida jornada de Sarah em busca de liberdade e sobrevivência, dos terríveis dias em campos de concentração aos momentos de tensão na clandestinidade, e por fim seu paradeiro após a guerra. E à medida que a trajetória da garota é revelada, mais segredos são desenterrados.

Ao escrever sobre o passado da França com uma clareza implacável, Tatiana de Rosnay oferece em 'A Chave de Sarah' um contundente retrato da França sob a ocupação nazista, revelando tabus e negações que circundam este doloroso período da História francesa.



"Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, a França foi ocupada pelos nazistas. Com a rendição francesa, o país foi separado em duas zonas, uma ocupada pelos alemães e a zona livre de Vichy, governada por franceses leais e submissos ao governo alemão. Paris encontrava-se dentro dessa zona livre, fazendo parte de um Estado-Fantoche francês de 1940 a 1944. Em junho de 1942, acontece Le Rafle du Velódrome d’Hiver. O maior aprisionamento em massa de judeus ocorrido na França durante a Segunda Guerra.
Aproximadamente 13.000 judeus, em sua maioria, mulheres e crianças, foram aprisionados e , posteriormente, transferidos para o campo de deportação de Drancy, próximo a Paris. E assim, deportados para Auschwitz."


"A Chave de Sarah" foi um livro apresentado por meu pai. Inclusive o filme.

Cenário: França, Segunda Guerra Mundial. 
Quando a família de Sarah Starzynski é brutalmente arrancada de seu apartamento pela polícia francesa, e levada para Vélodrome d'Hiver, afim de proteger seu irmãozinho, esconde-o levando a chave embora, pois voltaria para buscá-lo depois...

Julia Jarmond, é uma jornalista americana que recebe a missão de cobrir o 60° aniversário de Vélodrome d'Hiver. Ao se aprofundar em suas pesquisas descobre um passado misterioso que ronda a família de seu repugnante noivo, Bertrand Tézac. Um passado que tem forte ligação com sua pesquisa e que revelará muitos segredos...

O livro nos conta o doloroso drama vivido pelas famílias judias no período da Segunda Guerra Mundial, principalmente a trajetória de Sarah.
Acompanhamos também um pouco da vida de Julia, a jornalista que se vê grávida aos quarenta anos de idade, nos dias atuais.
Trazendo assim uma narrativa intercalada entre os dois tempos.

Já li muitos livros que tem como cenário o período mais terrível da história da humanidade. E, de cara, este foi o mais triste.










"O monumento era de mármore negro com
letras douradas desbotadas. Havia sido erigido em 1965 pelo prefeito de Beaune-la-Rolande. Uma estrela de Davi dourada havia sido gravada no topo. E havia nomes. Nomes sem fim. Notei dois nomes que haviam se tornado dolorosamente familiares: “Starzynski, Wladyslaw. Starzynski, Rywka.” ... No mármore preto, não havia qualquer menção de que apenas a polícia francesa havia sido responsável pela administração do campo e por tudo o que acontecera atrás do arame farpado."











27 de março de 2015

Resenha: O Menino do Pijama Listrado - John Boyne

27 de março de 2015

Título: O Menino do Pijama Listrado
Autor: John Boyne
Editora: Seguinte (Companhia das Letras)
Páginas: 192
Edição:
Ano: 2007
Gênero: Drama


Sinopse: Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus.Também não faz idéia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade,
Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região
desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga.
Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel,um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo
dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as
atividades de seu pai. 'O Menino do Pijama Listrado' é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.



"Todos no campo usavam as mesmas roupas, aqueles pijamas com os bonés de pano também listrados; e todos que passavam pela sua casa (exceção feita à mãe, Gretel e a ele próprio) vestiam uniformes de variadas qualidades e graus de condecoração e quepes e capacetes com grandes braçadeiras vermelhas e negras e traziam armas e estavam sempre com o semblante terrivelmente severo, como se tudo aquilo fosse muito importante e ninguém pudesse pensar diferente. Qual era a diferença, exatamente?, ele se perguntou. E quem decidia quem usava os pijamas e quem usava os uniformes?"

A inocência de um garoto de nove anos, que se muda obrigatoriamente de sua casa espaçosa em Berlin com sua família para uma nova casa em Auschwitz, na Polônia, em que irão ficar durante o "futuro previsível", mostra mais uma vez, o que milhares de pessoas sentiram na pele durante o horror ditado por Adolf Hitler.
Sem ideia nenhuma sobre o Holocausto, da janela de seu quarto, Bruno consegue avistar apenas uma grande cerca. E para além dela, centenas de pessoas de "pijama".
Entediado, sem amigos e sem nada para fazer, Bruno atravessa o jardim, escondido de sua mãe, e sua curiosidade o leva até a tal "cerca". Onde conhece um menino judeu chamado Shmuel. Coincidentemente eles tem a mesma data de nascimento. O laço de amizade entre os dois vai se fortalecendo à medida em que os dias passam..
O pai de Bruno, um oficial alemão nazista, jamais deixou seu filho saber qual era realmente seu trabalho.
Jamais contou ao menino que o país estava em guerra e muito menos da Solução Final contra os judeus.
Bruno não pode, então, entender a diferença entre ele e seu novo amigo. Afinal, não entende o que se passa.

"É tão injusto!”, disse Bruno. “Não entendo porque tenho que ficar encalhado do lado de cá da cerca, onde não há ninguém para conversar nem para brincar, e você fica com dúzias de amigos e provavelmente brinca durante horas e horas todo o dia. Terei que conversar com meu pai a respeito disso.”

O final, por um lado, surpreende.É inesperado.
O filme, como na maioria, deixa a desejar.
"O Menino do Pijama Listrado" é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.














26 de março de 2015

Resenha: A Menina que Roubava Livros - Markus Zusak

26 de março de 2015



Título: A Menina Que Roubava Livros
Autor: Markus Zusak
Páginas: 480
Edição:
Editora: Intrinseca
Ano: 2013
Gênero: Drama

Sinopse: A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, porém surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los em troca de dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. Essa obra, que ela ainda não sabe ler, é seu único vínculo com a família.
Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a cumplicidade do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que a ensina a ler. Em tempos de livros incendiados, o gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito.
A vida na rua Himmel é a pseudorrealidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um jovem judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela história. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa desse duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto — e raro — de crítica e público.


"Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler"

Minha expectativa em relação "A Menina que Roubava Livros" era grande. Porém, ao ler o livro e ver o filme, em seguida, posso dizer que deixou a desejar. Eu esperava mais.
Não gosto de spoiler, então, vou resumir.

A história, num todo, não é ruim. Passa-se na Alemanha Nazista durante o período da Segunda Guerra Mundial.
Liesel Meminger é uma menina um tanto tímida. Não frequentava a escola regularmente.
Viu seu irmão perder a vida nos braços da mãe comunista durante sua viagem de trem com destino a casa de seus pais adotivos Rosa e Hans Huberman, com quem não simpatizou de cara. Relutava ao sair do carro na chegada, mas Hans, que logo conquistou sua confiança, a convenceu.
Liesel carregava consigo seu primeiro livro "roubado". No enterro de seu irmãozinho o coveiro deixou cair  "O Manual do Coveiro"; e Liesel sem hesitar o pegou. Não sabia do que se tratava, já que não sabia ler. Mas aprendeu com Hans tudo oque ele pôde lhe ensinar. Hans era um bom homem. Era pintor e tocava acordeon. O mesmo acordeon que pertenceu ao judeu Erik Vandenburg, que salvou sua vida na Primeira Guerra Mundial.Quando a Primeira guerra termina, Hans vai à procura da viúva de Erik para lhe entregar o acordeon e conhece Max, o filho de 2 anos do casal. A quem Hans, viria a esconder em sua casa durante um período da Segunda Guerra. E logo conquistou o coração de Liesel.
Já Rosa, apesar de rude, era uma mulher muito determinada e de coragem. Forte. Lavava e passava roupas para fora, inclusive para a Primeira Dama da cidade, Frau Herman, que abriu sua casa para Liesel e mostrou-lhe sua biblioteca permitindo que a menina lesse os livros que desejasse.
Isso se deu pelo fato da Primeira dama ter visto a menina resgatar um livro úmido que não havia sido atingido pelo fogo da grande fogueira que o governo convocou para destruir o que tivesse ligação com judaismo, inclusive os livros. (esta foi a parte mais chocante pra mim)
Ao saber do "luxo" que a esposa dava à uma menina que não era digna do mesmo, o Prefeito decide dispensar os serviços de Rosa. O que deixa Liesel revoltada e a faz, futuramente, "roubar" os livros da imensa biblioteca.
Assim que foi matriculada na escola, Liesel conhece Rudy Steiner, o garotinho apaixonado pelo atleta americano negro Jesse Owens, que sonhava em ser como ele. Tornam-se os melhores amigos. Parceiros em tudo. Inclusive nos "roubos".
Rudy nunca fez questão de esconder sua afeição por Liesel, que sempre o ignorava quando ele lhe pedia um beijo.

O livro realmente te faz chorar. Afinal, que drama não faz?
Mas o filme, como sabemos, deixa a desejar. Mas não deixa de tirar lágrimas de seus olhos.
E quando a morte conta uma história, você deve parar para ler.





"O livro foi adaptado para o cinema e foi para os cinemas americanos em 2013, chegando a Brasil em janeiro de 2014. A música dos créditos, composta pelo genial compositor John Williams, concorreu ao Oscar de Melhor Canção Original. A adaptação contou com Geoffrey Rush (O Discurso do Rei) como Hans, Emily Watson (Ondas do Destino) como Rosa, Sophie Nélisse (Monsieur Lazhar) como Liesel, Ben Schnetzer (Happy Town) como Max e Nico Liersch como Rudy. A direção coube a Brian Percival."




7 de julho de 2014

Resenha: O Diário de Anne Frank - Otto Frank

7 de julho de 2014

Título: O Diário de Anne Frank
Autor: Otto Frank

Páginas: 378
Edição: 1ª (Edição de Bolso)
Editora: BestBolso
Ano: 2007
Gênero: Biografia

Sinopse: 12 de junho de 1942 - 1° de agosto de 1944. Ao longo deste período, a jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de muitos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente seguiu para Auschwitz e mais tarde para Bergen-belsen.



Quando o li pela primeira vez, ainda estava no colegial. Era um exemplar emprestado da biblioteca da escola. Alguns anos depois, reli a edição de bolso que ganhei de meu pai. Um historiador que passou pra mim também essa paixão pela História.
"O Diário de Anne Frank" é um daqueles livros que todos um dia deveriam ler.

"Escrever um diário é uma experiência realmente estranha para alguém como eu. Não somente porque nunca escrevi nada antes, mas também porque acho que mais tarde ninguém se interessará, nem mesmo eu, pelos pensamentos de uma garota de treze anos. Bom, não importa. Tenho vontade de escrever, e tenho uma necessidade ainda maior de tirar todo tipo de coisas de dentro de meu peito."

A judia Anne Frank, de 13 anos de idade,  relata o horror da Segunda Guerra Mundial, o pavor e o sofrimento que ela e sua família passaram em um anexo de um escritório em Amsterdã por tensos anos. E a convivência  com outra família que se juntou a eles.
A triste realidade que encontramos a cada página do livro nos leva a quase respirar aquela atmosfera.
A esperança que Anne Frank tem de que um dia tudo possa melhorar nos emociona.
Não tem como não derramar lágrimas ao ler os relatos de alguém que sentiu na pele o terror que o nazismo deixou.
Acabamos nos envolvendo com Anne Frank de uma forma que ao fechar o livro aquela impressão fica conosco por muito tempo. Isso, com toda a certeza, nos muda de uma forma ou de outra, e nos faz ver as coisas, o mundo de uma forma diferente.
A história da família Frank marcou a literatura.



O único sobrevivente da família Frank foi Otto Frank, o pai de Anne. Que conseguiu escapar da prisão enquanto era transferido.
Após a guerra ele recebeu os diários de sua filha. Um tempo depois Otto decidiu publicar o diário da filha, realizando assim seu maior sonho; o de ser escritora.





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