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20 de junho de 2020

Despedida de Bob - A estrela felina da Inglaterra

20 de junho de 2020
(fonte imagem: facebook.com/StreetCatBob/)


Esta semana recebemos uma notícia triste. A "bolinha de pêlos" mais simpática da Inglaterra se despediu de nós. Ultrapassando a marca dos 14 anos de idade, já considerado um idoso de acordo com o gráfico de idade felina, Bob, o fiel companheiro de jornada pessoal de James Bowen, nos deixou no último dia 15.

13 de julho de 2016

Resenha: Pérolas da Minha Surdez - Nuccia De Cicco

13 de julho de 2016
Título: Pérolas da Minha Surdez
Autor: Nuccia De Cicco
Páginas: 122
Edição: 1ª
Editora: Wwlivros
Ano: 2016
Gênero: Autobiografia

Sinopse: Música, buzina, despertador e então... silêncio. Como se acostumar a não ter som e precisar aprender a se comunicar novamente?
As pessoas dizem verdadeiras pérolas sobre surdez, pois a maioria desconhece o assunto. Não compreendem o que é lidar com a ausência de um sentido tão importante, algo que sempre teve, sempre fez parte da sua vida, até o perder. E, então, ter de reinventar todas as suas verdades.
Nesta obra, a autora narra experiências de sua vida após o diagnóstico de surdez total irreversível, buscando ampliar o (re)conhecimento sobre o tema na sociedade. São histórias singulares, divertidas e complicadas, sobre paixões, curiosidades, tecnologias, preconceito, aprendizado e, principalmente, luta e força de vontade.
Um livro que trilha o caminho em direção dos que almejam encontrar respeito aceitação e voz.


A neurofibromatose, também conhecidas como Doença de Von Recklinghausen, constituem três doenças genéticas autossômicas dominantes que têm em comum o surgimento de tumores benignos múltiplos no sistema nervoso . As neurofibromatoses são de evolução progressiva e imprevisível e apresentam-se nas formas clínicas de Neurofibromatose Tipo 1 (NF1), Neurofibromatose Tipo 2 (NF2) e Schwannomatose .
Atualmente não existe cura para a Neurofibromatose, porém existe uma gama de tratamentos alternativos que consistem na ressecção das lesões que comprometem a função e/ou estética através de técnicas cirúrgicas
Existem projetos de estudo em curso com novos medicamentos para o tratamento de neurofibroma plexiforme e glioma óptico, cujas lesões são progressivas, em adultos e crianças com NF1.
A neurofibromatose contribui para múltiplos estressores psicossociais. Problemas no desenvolvimento da expressão podem afetar o desenvolvimento acadêmico, a auto-estima e as atividades sociais do indivíduo.
Com os recentes avanços na área da genética, atualmente há meios para se diagnosticar a NF. Em alguns casos é possível fazer um diagnóstico pré-natal. Por isso, a orientação de um especialista é imprescindível. É uma doença genética comum, o que significa que muitos profissionais de saúde se deparariam com no mínimo alguns casos durante suas vidas profissionais mas não o suficiente para se tornarem especialistas.
Esta enfermidade é um verdadeiro desafio para diversas especialidades médicas pois sua manifestação e severidade variam em cada paciente.
Em mais de 100 anos em que foi descrito a neurofibromatose por Von Recklinghausen pouco ainda se sabe sobre diversos pontos desta patologia genética. Acredita-se que as novas pesquisas no campo da gene-terapia e de modernos exames trarão resultados animadores e um conforto muito grande para os pacientes e seus familiares.

(rafaelfontenelle.blogspot.com.br)


"Tumor é um treco silencioso. Não é como gripe que já chega te ferrando, dando sinais febris ou entupindo seu nariz. Tumor trabalha na calada do seu organismo. E quando você descobre, invariavelmente é muito tarde para tentar consertar, não importa se é benigno ou maligno."


Imagine sua vida normalmente, sua rotina diária, seus planos e sonhos.
Imagine você ouvindo aquela sua música preferida, o barulho da chuva caindo lá fora enquanto você dorme, o canto dos pássaros anunciando o raiar de um novo dia, a barulheira nas ruas movimentadas, o coral de Natal que vem cantar na sua porta às vésperas desta data tão especial...
Agora imagine, acordar um dia, e não poder ouvir mais nada disso. Consegue imaginar?
Pois, é. Nuccia não imaginou. Com ela, aconteceu.


"Era um dia como outro qualquer. E então. sua audição direita sumiu. Anos depois a esquerda também se foi. Você ficou total e irreversivelmente surda aos vinte e sete anos de idade ."



O que dizer sobre estas "pérolas" que a autora escreveu?
Quem me acompanha ha algum tempo, já deve saber que sou uma pessoa sensível demais, extremamente sentimental e muito ligada à família. Por este motivo, acabei me emocionando só ao ler os agradecimentos da autora no início do livro.



"Como é se acostumar a não ter som? E, como é ficar surda, estar surda e não conseguir ser surda?"


Acho que perder o sentido da audição de repente, em um determinado momento de sua vida, deve ser muito pior do que simplesmente nascer sem ele. Isso foi o que aconteceu com a autora, que nos conta de uma forma divertida e descontraída, mas séria, quando tem que ser, como foi e, é ter que lidar com este lamentável acontecimento.


"Antes de realmente começar, quero esclarecer que a intenção deste livro é elucidar dúvidas, é apresentar a surdez do ponto de vista de alguém que não ouve, aprendeu a língua de sinais, não tem intenção de parar de falar e não faz parte da comunidade surda."

Pérolas da Minha Surdez é uma autobiografia com 122 páginas muito bem humoradas, na qual conheceremos este mundo silencioso em que a autora vive. Aqui, Nuccia divide conosco sua história de vida; suas paixões, uma delas, a dança; sua cultura; sua adaptação à nova vida e, sobretudo, seu vasto conhecimento. 
Um livro, também, bem explicativo, onde a autora esclarece algumas dúvidas sobre o assunto em questão. Um livro, eu diria, que ajudará você a entender o que, de fato, significa não ter e viver sem este sentido. Sem dramas, Nuccia nos explica tudo o que sabe. 

Dentre os segredos da autora, que você descobrirá no livro, um deles eu, particularmente, adorei descobrir. Mas não posso contar. Tem haver com misticismo. E como eu fui praticamente criada neste mundo, não poderia ter lido revelação melhor (risos).

A autora nos mostra que por mais que você ache que não tenha forças o suficiente para enfrentar as adversidades, você encontra, assim como ela encontrou.
Nuccia é uma guerreira. Não consigo me imaginar com a mínima porcentagem possível de garra e determinação que esta mulher teve e tem.
Você estar no auge de seus vinte anos, com seu próprio casamento à caminho, à poucos meses de finalizar seu curso e ainda, fazer o que você mais ama, dança. Dança do ventre. E, de repente... Silêncio total!


"Incomoda e dói, especialmente quando você percebe que seria perfeitamente capaz de fazer aquilo se ouvisse, mas aprendi a relevar."

Narrado com uma dose de ironia e humor, Nuccia nos conta sobre sua adaptação à esta realidade que bateu em sua porta em um dos momentos mais turbulentos de sua vida. Mas ela aceitou todas as dificuldades e riscou do seu vocabulário a palavra impossível.
É uma leitura que vai fazer você se divertir, se emocionar e, acima de tudo, aprender muita coisa.




Recomendo esta leitura à todas as pessoas que desejam sanar suas dúvidas em relação ao assunto, ou convivem com pessoas que não possuem o sentido da audição. Ou mesmo a você, que possui perda auditiva.
Espero, que ao concluir a leitura desta obra, você reflita. Como eu refleti.
Porque, às vezes, com a pressa do dia à dia a gente acaba ignorando certas pessoas porque não temos paciência, não temos tempo. E acabamos nos esquecendo de ser humanos. 


"Ignorar a existência dos surdos e deficientes auditivos 
não vai fazer essas pessoas desaparecerem. A sociedade está 

sempre mudando e estas problemáticas nunca irão findar."


Gostaria de finalizar com a seguinte mensagem:

Quem de nós não teve um momento de extremada dor?
Quem nunca sentiu, em algum momento da vida, vontade de desistir?
Quem ainda não se sentiu só, extremamente só, e teve a sensação de ter perdido o endereço da esperança!
Nem mesmo as pessoas famosas, ricas, importantes, estão isentas de terem seus momentos de solidão e profunda amargura...
Foi o que ocorreu com um dos mais reconhecidos compositores de todos os tempos, chamado Ludwig Van Beethoven, que nasceu no ano de 1770 em Bonn, Alemanha, e faleceu em 1827, em Viena, na Áustria.
Beethoven vivia um desses dias tristes, sem brilho e sem luz. Estava muito abatido pelo falecimento de um príncipe da Alemanha, que era como um pai para ele.
O jovem compositor sofria de grande carência afetiva. O pai era um alcoólatra contumaz e o agredia fisicamente. Faleceu na rua, por causa do alcoolismo.
Sua mãe morreu muito jovem. Seu irmão biológico nunca o ajudou em nada, e, além disso, cobrava-lhe aluguel da casa onde morava.
A tudo isto soma-se o fato de sua doença agravar-se. Sintomas de surdez começavam a perturbá-lo, ao ponto de deixá-lo nervoso e irritado.
Beethoven somente podia escutar usando uma espécie de trombone acústico no ouvido, o que seria para nós, hoje, um tipo de aparelho auditivo.
Ele carregava sempre consigo uma tábua ou um caderno, para que as pessoas escrevessem suas idéias e pudessem se comunicar, mas elas não tinham paciência para isto, nem para ler seus lábios.
Notando que ninguém o entendia nem o queriam ajudar, Ludwig se retraiu e se isolou. Por isso conquistou a fama de misantropo.
Foi por todas essas razões que o compositor caiu em profunda depressão. Chegou a redigir um testamento dizendo que ia se suicidar.
Mas como nenhum filho de Deus está esquecido, vem a ajuda espiritual através de uma moça cega, que lhe fala quase gritando.
Ela morava na mesma pensão pobre, para onde Beethoven havia se mudado, e daria tudo para enxergar uma noite de luar...
Ao ouvi-la Beethoven se emociona até as lágrimas...
Afinal, ele podia ver! Ele podia escrever sua arte nas pautas...
A vontade de viver volta-lhe renovada e ele compõe uma das músicas mais belas da humanidade: Sonata ao luar.
No seu tema, a melodia imita os passos vagarosos de algumas pessoas. Possivelmente os dele e os dos outros que levavam o caixão mortuário do príncipe, seu protetor.
Olhando para o céu prateado de luar, e lembrando da moça cega, como a perguntar o porquê da morte daquele mecenas tão querido, ele se deixa mergulhar num momento de profunda meditação transcendental...
Alguns estudiosos de música dizem que as três notas que se repetem insistentemente no tema principal do 1º movimento da Sonata, são as três sílabas da palavra por quê? ou outra palavra sinônima, em alemão.
Anos depois de ter superado o sofrimento, viria o incomparável Hino à alegria, da 9ª sinfonia, que coroa a missão desse notável compositor, já totalmente surdo.
Hino à alegria expressa a sua gratidão à vida e a Deus por não haver se suicidado.
Tudo graças àquela moça cega que lhe inspirou o desejo de traduzir, em notas musicais, uma noite de luar...
Usando sua sensibilidade Beethoven retratou, através da melodia, a beleza de uma noite banhada pelas claridades da lua, para alguém que não podia ver com os olhos físicos...
Pense nisso, e busque alimentar sua alma com melodias que expressem arte e beleza, que falem do bom e do belo."

Nota: Imagino que tenham notado, que em momento algum, em minhas palavras eu usei os adjetivos "surdo" e "deficiente". Lhes explico porquê. 
Quem leu aqui no Blog a resenha do livro O Penúltimo Capítulo, da autora Clarice Pessato, entendeu que infelizmente, nos dias atuais, ainda há preconceito e discriminação da parte das pessoas para com o cidadão que possui uma deficiência. Acredito que a palavra 'deficiência' seja um termo inadequado, já que leva consigo uma carga negativa. A própria palavra promove o preconceito. Por este motivo, não gosto de usá-la. 

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3 de junho de 2016

Resenha: O Penúltimo Capítulo - Clarice Pessato

3 de junho de 2016
Título: O Penúltimo Capítulo
Autor: Clarice Pessato
Páginas: 208
Edição: 1ª
Editora: Imprensa Livre
Ano: 2014
Gênero: Autobiografia



Sinopse: Ao referir-se a capítulos a autora faz uma alegoria como se a vida fosse um livro esperando um último capítulo com final feliz, Clarice, uma jovem ativa e cheia de sonhos, vê sua vida se transformar quando foi vítima de um acidente automobilístico que a deixou tetraplégica. 
Ela conta a história da luta contra a tetraplegia e a discriminação e que, pela fé, venceu o sofrimento e a falta de respostas, recebendo a capacidade para superá-los. Também mostra como Deus pode usar até mesmo as experiências mais dolorosas de nossa vida a fim de levar-nos para mais perto d'Ele e executar seus propósitos em nós e através de nós.

"Numa bela manhã ensolarada de domingo do mês de julho de 1981, estava sentada no degrau da calçada ao lado da minha casa, olhando a natureza, contemplando a beleza do céu, sentindo o calor do sol, quando de repente, com seu cavalo branco, o príncipe chegou, levou-me consigo e fomos felizes para sempre!

É assim que sonhamos, mas nem sempre é assim que acontece."


A tetraplegia é uma paralisia que afeta todas as quatro extremidades, juntamente à musculatura do tronco. À impossibilidade de mover os membros, em grau variável, distúrbios da mecânica respiratória.
As tetraplegias são um sintoma, entre os tantos, de doenças neurológicas muito graves que compreendem lesões do cérebro ou da medula espinhal.

Infelizmente, nos dias atuais, ainda há preconceito e discriminação da parte das pessoas para com o cidadão que possui uma deficiência física, como por exemplo, a tetraplegia. 
Vemos as barreiras que portadores de deficiência física enfrentam em relação ao processo de inclusão social. Em pleno 2016. Isso me entristece muito. Ao começar pelas más condições das vias de acesso público e privado. 
Acredito que a palavra 'deficiência' seja um termo inadequado, já que leva consigo uma carga negativa. A própria palavra promove o preconceito.
A falta de olhar o próximo, apenas um sorriso sincero, um cordial bom dia ou boa tarde. Simples gestos como este, que não custam tempo nenhum, já fariam uma grande diferença.
Tudo isso, muitas vezes, leva o cadeirante a fechar-se em seu próprio mundo. 

No livro da autora Clarice Pessato refletimos muito sobre tudo isso. E aprendemos coisas valiosas. 
Nesta autobiografia, a autora nos conta como foi passar por esta terrível experiência , e como venceu o sofrimento e a incessante busca por respostas através de sua fé.
Conta-nos, ainda, trechos importantes de sua vida antes do acontecimento, seus sonhos e aspirações, sua relação com a família, e como foi sua adaptação à nova vida.
A escrita da autora é de fácil linguajar. Bem fluida. O que contribuiu para que minha leitura iniciasse de manhã e terminasse à noite.

Novembro de 1981. Domingo. Aquele foi o dia que mudou completamente a vida daquela jovem cheia de sonhos e planos.

Quando Clarice acordou numa cama de hospital, ainda tentava recuperar a consciência.
À partir daí, uma nova realidade faria parte de sua vida e de seus familiares.
A notícia que ela ficara tetraplégica abalou a vida de todos. Fadada a passar o resto de seus dias em uma cadeira de rodas, Clarice jamais imaginaria que ela e sua família encontrariam tantos "anjos" no caminho.
Em sua luta pela recuperação, Clarice e sua família passaram por muitos momentos difíceis.

Com vagas lembranças de detalhes de como tudo veio a acontecer, ela foi se recuperando vagarosamente. Seu entusiasmo pela vida jamais abalou sua confiança e, principalmente, sua fé.
À partir do momento em que Clarice aceitou Jesus em sua vida, tudo pôde fazer sentido. Ela compreendera qual seria sua missão na Terra.
Naquele dia, cansada, se sentindo como que se fosse um peso no mundo e sem respostas, Deus falou com ela. 

Depois de se converter, Clarisse retomou seus estudos com entusiamo. Passou adiante seus conhecimentos bíblicos e até ensinou à crianças.

"Gostava de ensinar sobre a borboleta, comparando o ciclo de vida deste inseto com a nossa vida. Antes de se tornar uma borboleta ela é uma lagarta. Nós somo pecadores e precisamos nos transformar, como uma lagarta. Quando aceitamos Jesus, uma casulo é construído para ocorrer a metamorfose, a mudança de vida, então saímos do casulo como borboletas. O mais importante é que, além de embelezar a natureza com seu colorido, as borboletas a embelezam, espalhando sementes que produzirão flores, e nós precisamos espalhar sementes, que são a palavra de Deus, para embelezar a vida de outras pessoas também."

Tenho plena certeza de que Clarice foi abençoada com o dom divino de levar suas palavras de conforto ao mundo. E não foi por acaso que seu livro chegou até minhas mãos.
A história de Clarice mudará sua forma de pensar e aceitar as coisas, assim como mudou a minha.

"A maioria das atividades às quais ocupamos nosso tempo e gastamos nossa energia são coisas que não permanecerão. Ninguém sabe quando Deus vai decidir nos leva para estar com ele. Então quero investir meu tempo e minha energia em algo que dure. Por isso é importante pensar em cada dia como se fosse o último dia."




"Muitas palavras escritas aqui foram regadas com lágrima, mas com o objetivo de abençoar e frutificar."

Gosto de autobiografias porque me dão a oportunidade de pesquisar sobre muitos fatos e lugares mencionados pelos autores. Acredito que isso torna a leitura mais dinâmica e acabamos nos aprofundando mais na história.
E com "O Penúltimo Capítulo" não foi diferente.

Saiba mais sobre a autora e sua obra nas redes sociais:






12 de março de 2016

Resenha: A Odisseia de Homero - Gwen Cooper

12 de março de 2016

Título: A Odisseia de Homero
Autor: Gwen Cooper
Páginas: 284
Edição: 1ª
Editora: Sextante
Ano: 2010
Gênero: Biografia




Sinopse: Todo mundo que tem gatos sabe que eles são dotados de uma sensibilidade incrível e possuem uma forma peculiar de encarar a vida. Mas Homero tinha muito mais a ensinar. Abandonado, cego e rejeitado, ele tinha tudo para ser amuado e medroso. Ninguém imaginaria que um gato sem os olhos - que precisaram ser retirados cirurgicamente para garantir sua sobrevivência - seria capaz de levar uma vida normal, com a alegria e a esperteza características dos felinos. Contrariando todas as expectativas, Homero vivia como se seus olhos não lhe fizessem falta. Era bagunceiro, implicante, temperamental, divertido e dengoso como qualquer outro gato. Gwen Cooper fazia questão de afirmar que ele não era diferente. Mas ele era. Diferente não por causa da falta de visão, mas por sua capacidade de fazer aflorar nas pessoas o que elas tinham de melhor. Parecia haver em seu espírito uma sabedoria oculta e uma energia latente que inspiravam todos à sua volta. Homero se tornou o centro do mundo de sua dona. Foi se esforçando para garantir a segurança do seu gato que ela aprendeu a estabelecer a sua própria. Foi preocupando-se com a felicidade dele que Gwen percebeu quanto estava sozinha. E foi lhe oferecendo um amor incondicional que ela permitiu que esse sentimento entrasse em sua vida. Mais do que um livro divertido e comovente sobre as aventuras de um gatinho, A odisseia de Homero é uma história de superação, de autoconhecimento, de transformação e de crescimento pessoal. Ela vai fazer você rir, se emocionar e compreender que, para conseguir o que queremos da vida, muitas vezes precisamos dar um salto no escuro, da mesma forma que Homero: confiando em nossos instintos e acreditando que sempre cairemos de pé.
















Como vocês já sabem, sou mamãe de gato assumida! Quando li A Odisseia de Homero não teve como não me apaixonar por Vashit, Scarllet e, é claro, Homero.
E garanto que os amantes destes bichanos vão se apaixonar por Homero, o gatinho cego que, literalmente, deu um salto no escuro!


"Como não cair de amores por seu pelo preto e espetado, por sua cavidade ocular funda e pequenina, por seu apetite insaciável por comida, carinhos, chamegos e brincadeiras? Sim, ele brincava como um gatinho normal, apesar de cego. Resumindo, era a coisinha mais adorável... em todos os aspectos, com exceção daquele com o qual a maioria dos humanos se preocupa: a aparência."

Gwen convivia com suas duas gatas, a beldade branca, meiga e peluda chamada Vashti e a cinzenta, malhada e temperamental Scarlett.

E, naquele dia, na clínica, quando segurou Homero em suas mãos e ouviu seu ronronar, Gwen não hesitou em adotá-lo. E esta ação mudaria sua vida e forma de encará-la para sempre.

"A história de um gato cego e destemido e as lições que ele me ensinou sobre o amor e a vida"

Por muitas vezes em nossa vida, deixamos passar muitos detalhes. Simples coisas que fazem muita diferença. Simples coisas que acabam superando todos os nossos "problemas".
Em A Odisseia de Homero, paramos para pensar nisso tudo. 


“... este livro é para pessoas como eu, mas também para pessoas que não acreditam mais em milagres cotidianos e heróis; para amantes de gatos e para antifelinos empedernidos; para os que pensam que normal e ideal significam a mesma coisa, e apara os que sabem que, às vezes, se desviar um pouco da normalidade pode enriquecer toda sua vida.
Para todos vocês, eu apresento Homero. O Supergato.”

A história é de Homero, mas a autora também relata como é ser uma mulher de trinta anos, ainda com a vida balançada por uma separação e como estes peludos tem o incrível dom de mudar nossas vidas.


O filhote de gato de pelos negros e sem o sentido da visão conquistou o coração de Gwen da mesma forma como conquistará o seu.
Você vai rir, vai chorar e se aventurar com Homero nos vinte e quatro capítulos que compõem esta linda edição da editora Sextante.
Bem diagramado e com páginas amareladas, que não cansam seus olhos durante a leitura, e com uma narrativa divertida e muito bem fluida, o livro nos traz, ainda, algumas fotos de Homero.

Este livro foi escrito e narrado por Gewn com muito carinho. 
Não há como não me emocionar quando faço uma resenha assim.
E ainda mais porque Homero deixou este mundo bem na época em eu estava lendo o livro. 

Lendo por aí, encontrei um comentário em relação ao livro de Gwen que diz o seguinte: 
"muitas passagens só vão ser devidamente apreciadas por aqueles que entendem e aceitam a psicologia felina (a mesma que afasta muita gente do contato com os peludos)." 
E concordo plenamente. 






Homero viveu seus dias feliz, um a um, como se cada um fosse o último até agosto de 2013, com 16 anos.

Hoje, Gwen vive com em Manhattan com seu marido e suas duas gatas.








1 de maio de 2015

Resenha: O Mundo Pelos Olhos de Bob - James Bowen

1 de maio de 2015

Título: O Mundo pelos Olhos de Bob: As Novas Aventuras de James e Seu Gato
Autor: James Bowen
Páginas: 224
Edição:
Editora: Novo Conceito
Ano: 2014
Gênero: Biografia



Sinopse: Depois de um passado difícil, James foi adotado pelo gato Bob. Agora os dois têm um emprego de verdade (são vendedores ambulantes de revistas) e se tornaram personalidades conhecidas em toda Londres. Bob tem muitos admiradores, que passam todos os dias para vê-lo – alguns deles trazem cachecóis de lã para ajudá-lo a enfrentar os dias mais gelados. Entre truques adoráveis e manhãs de puro mau humor, Bob e James se tornam cada vez mais inseparáveis. Por trás da divertida história de um homem às voltas com seu animal de estimação, o segundo livro de James Bowen fala sobre amizade e esperança. Bob se torna a chave que traz James de volta ao mundo, a motivação que faltava para sua decisiva volta por cima. Impossível terminar de ler O mundo pelos olhos de Bob sem querer abraçar seu pet – ou adotar um! Apaixone-se...

James Bowen e seu gato alaranjado estão de volta!
Mais aventuras das duas figuras mais queridas de Londres esperam por nós nas 224 páginas de O Mundo Pelos Olhos de Bob, a continuação do best-seller Um Gato de Rua Chamado Bob.

“O mundo antes de conhecer Bob parecia um lugar cruel, insensível e, sim, sem esperança. O mundo que passei a enxergar através dos olhos do meu gato é muito diferente. Houve um tempo em que eu não conseguia distinguir um dia do próximo. Agora, valorizo cada um”. Página 219.

Quando li o primeiro livro de James me apaixonei instantaneamente. Mais ainda por eu ser uma amante de gatos.
A história de James é, sem dúvidas, uma lição de vida.
Em O Mundo Pelos Olhos de Bob passamos a compreender como o vendedor da Big Issue, James, conseguiu escrever o livro sobre sua vida com Bob. E esta é a parte mais legal do livro. 
A narrativa, na visão de James, em primeira pessoa, não nos cansa.
Saber como surgiu a oportunidade na vida dele de publicar seu primeiro livro em detalhes nos emociona.
James jamais acreditou que isso, um dia, seria possível. A imensa gratidão e alegria que James sente, ajoelhado em meio a multidão e emocionado, nos faz derramar lágrimas...

Sempre digo que não tem como não se apaixonar por James e Bob. Já que seus três livros são os meus favoritos.


Neste livro, ri e chorei. 
As confusões dos dois me fizeram gargalhar. Mas a atitude mesquinha de algumas pessoas me deixaram com raiva. Até onde vai a inveja!?

James passou por diversas situações que não merecia, e se ele aguentou firme e forte perante tudo o que passou, isso com certeza se deve a Bob.






27 de março de 2015

Resenha: Um Gato de Rua Chamado Bob - James Bowen

27 de março de 2015
Título: Um Gato de Rua Chamado Bob
Autor: James Bowen
Páginas: 240
Edição:
Editora: Novo Conceito
Ano: 2013

Gênero: Auto-ajuda

Sinopse: É uma tarde de outono em Covent Garden, Londres. Trabalhadores correm para o almoço, turistas brotam de todos os lados e clientes entram e saem das lojas. No meio de tudo isso está um gato. Usando um vistoso lenço Union Jack em volta do pescoço e cercado por uma multidão de 30 espectadores de boca aberta, Bob, o gatinho cor de laranja, sorri — é, sorri — timidamente. Próximo a ele, está seu dono James Bowen, com seu violão surrado, cantando músicas do Oasis. Então, ele para de tocar e se abaixa para Bob: “Vamos, Bob, cumprimente!”, diz. Bob mexe os bigodes, levanta uma pata e a estende para James. A multidão assobia. Não é todo dia que se vê um gato sentado, calmamente, no centro de Londres, aparentemente sem se abalar com o barulho das sirenes, os carros passando e todo aquele movimento — mas Bob não é um gato comum...




James Bowen e Bob. Simplesmente os adoro!
O que dizer deste livro? Me prendeu do início ao fim.
Como vocês sabem, sou apaixonada por gatos. Li "Um Gato de Rua Chamado Bob" muito rápido.
Por a história ser verídica me interessei ainda mais. Durante a leitura pesquisei por vídeos, entrevistas e fotos de James e Bob. Foi sensacional, como se eu estivesse realmente em Londres (onde se passa a história).
Ainda tenho a esperança de um dia poder conhecê-los pessoalmente.Acho que não haveria presente maior pra mim.
O livro foi traduzido para vários países. As aventuras de James e Bob conquistaram milhares de leitores em todo o mundo.


2007. James Bowen está em processo de reabilitação devido ao seu passado cinzento.
Foi, por muito tempo, um dependente químico viciado em heroína. Não suportando mais a amarga vida que levava, decidiu procurar ajuda.
Jamais imaginou que encontrar aquela bolinha de pêlo de cor laranja com aqueles olhinhos verdes brilhando, tremendo de frio e fome num canto escuro do prédio em que morava de aluguel, o qual pagava com suas apresentações musicais nas ruas de Londres, mudaria sua vida para sempre.
No início, James relutou. Após ter certeza de que aquele gatinho realmente não tinha um dono, preocupou-se se alguém, como ele, que não conseguia manter sua própria vida nos eixos, poderia cuidar dignamente de Bob. Mas aquele gatinho, de aparência triste e com medo, lhe conquistou no exato momento em que James o viu. Ele, então, aceitou este desafio.
Nasce, à partir daí, uma amizade entre humano e felino que obstáculo nenhum poderia destruir. Só quem tem o privilégio de ser amado por um gato sabe o que isso significa.
Bob foi a melhor coisa que aconteceu na vida de James, que nos conta sua dolorosa história ao longo de 240 páginas que nos prendem a cada palavra.

Superação, amor e amizade descrevem esta história. E, se você for um amante de gatos, "Um Gato de Rua Chamado Bob" vai tocar seu coração.







E tem novidades sobre Bob e James à caminho, einh... Em breve vocês vão conferir aqui no Blog!









28 de setembro de 2014

Resenha: Bob, Um Gato Fora do Normal - James Bowen

28 de setembro de 2014



Título: Bob, Um Gato Fora do Normal
Autor(a): James Bowen
Páginas: 208
Edição
Editora: Novo Conceito 
Ano: 2014
Gênero: Biografia



Sinopse: “Nós ganhamos segundas chances todos os dias, mas geralmente não as aproveitamos. E então eu conheci o Bob.”
James Bowen é um músico sem-teto que se apresenta nas ruas de Londres para sobreviver. A partir do momento em que ele encontra um gato de rua machucado, com o pelo cor de laranja e grandes olhos verdes, sua vida começa a mudar. Juntos, James e Bob enfrentam o mundo – e vencem. Uma história verdadeira sobre amor e amizade que vai fazer você sorrir muito.

Bob, Um Gato Fora do Normal é uma versão exclusiva com diversas fotos coloridas de Bob e James.

A narrativa todos conhecemos, afinal, como já é o terceiro livro, estamos habituados com o mundo de Bob e suas aventuras com James pelas ruas londrinas.
Uma história de desafio, lutas, superação e amizade verdadeira entre humano e felino.

O destaque desta edição é realmente para as páginas ilustrativas, que nos mostram o cotidiano desses amigos inseparáveis que nós já conhecemos.
As fotos são lindas e, é claro, exclusivas.
Quando li Um Gato de Rua Chamado Bob (que já resenhei aqui) me apaixonei instantaneamente e me aprofundei realizando pesquisas diversas na internet. Dava uma pausa na leitura e pesquisava. Foi muito mais dinâmico. E como vocês já sabem, A-D-O-R-O gatos...








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