Mostrando postagens com marcador Humor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Humor. Mostrar todas as postagens

24 de junho de 2016

Resenha: Imprevisibilidade - Ana Ferrarezzi

24 de junho de 2016
Título: Imprevisibilidade
Autor: Ana Ferrarezzi
Páginas: 121
Edição: 1ª
Editora: Autografia
Ano: 2015
Gênero: Contos

Sinopse: Aquele inesperado desvio em nosso caminho, ou aquela curva tão aguda que nos dá a impressão de que estamos retornando ao ponto de partida do qual havíamos acabado de sair.
Até que nos encontramos em um outro lugar completamente novo.
Cada conto reflete um enredo singular, proporcionando uma diversidade inexata de temas e narrativas. Com histórias completamente novas, o livro Imprevisibilidade, é uma leitura indispensável para aquele que busca, na leitura, momentos de prazer.


Nesta coletânea de contos e minicontos encontraremos historietas de diversos gêneros.
Romance; romance "hot", bem leve, mas "hot"; humor; suspense; terror e sobrenatural são alguns dos gêneros que compõem esta obra da autora Ana Ferrarezzi.
Há, ainda, uma trilogia de contos sobre zumbis que se intercala entre as demais narrativas, os quais particularmente gostei bastante. Muito divertidos.
E alguns contos que abordam temas atuais como, homossexualismo; violência e drogas. Nada muito intenso. O que deixa a leitura leve.
Destaquei alguns dos que mais me agradaram:


Ao abrir o livro, nos deparamos com Despedida de Outono. Uma paixão avassaladora entre dois personagens que despertou os mais confusos sentimentos entre eles, por um breve instante.

"— Não vou permitir que rótulos batidos o impeçam de ser feliz."

Este conto nos dá a impressão de que as seguintes páginas seguirão o mesmo rumo, se não, com a mesma intensidade. 
Porém a diversidade de gêneros fez com que a leitura fluísse de maneira leve e descontraída.

Padrinho Infeliz. Um conto sobrenatural, do qual gostei bastante. O gênero me agrada em cheio. 
Fiquei surpresa com ele. O que prova que a autora tem um talento indiscutível.
Outro conto que me surpreendeu bastante foi Consulta. Trata-se de um suspense/terror muito bem elaborado apenas com diálogos, que nos deixa apreensivos até o momento final, quando ficamos a imaginar aquela cena impactante. 
Variando um pouco de tema, temos Provas de Um Crime. Intenso. Quente. Aquele romance com uma pitadinha "hot" em seu enredo. Que nos dá um banho de chuva (risos). O qual eu esperei que continuasse por mais algumas páginas...


"A lembrança daquelas horas de prazer fez seu corpo entrar em combustão."

Viajando pelos contos de Imprevisibilidade encontramos a encantadora e Bela Ruiva. Com uma pitada de ironia. Formidável. 
E a leitura se encerra com um Plano de Fuga. Sem dúvidas, o conto mais longo e impressionante.
Até onde você seria capaz de ir para salvar o amor de sua vida?

E tudo isso se divide em cento e vinte e uma páginas que você lê em um piscar de olhos. 
E como eu já disse na resenha do primeiro livro que li da autora, "O Velho Vestido de Noiva" (resenha aqui), sua escrita nos cativa de forma que não queremos largar o livro até ler tudo.

Ao falar de Imprevisibilidade, faço minhas as palavras da autora:
"minutos deliciosos, apaixonantes e que nos transmitem a sensação de querer mais..."

E esta é só uma degustação do que lhes espera em Imprevisibilidade:

"Quando ela se aproximou um pouco mais, ele passeou os olhos pelo corpo de Priscila, de baixo para cima. Isso pareceu a ela mais um gesto encenado do que uma tentativa de a enxergar através da grossa camada de chuva que os envolvia; mesmo assim, fazia muitos anos que alguém não a examinava daquele jeito, como se ela fosse uma deliciosa refeição. Um sorriso mordaz brotou nos lábios dele, um gesto singelo de aprovação que a fez abrir mão de toda a ponderação. Otávio roçou os lábios nos dela..."


































11 de junho de 2016

Resenha: Ardósia - Nicolás Irurzun

11 de junho de 2016
Título: Ardósia
Autor: Nicolás Irurzun
Páginas: 250
Edição: 1ª
Editora: Multifoco
Ano: 2015
Gênero: Contos/Humor


Sinopse: Um de seus habitantes desprezara a bênção de Santa Edwiges. Viroses, dores de corno, joanetes, todo tipo de tragédia cairia sobre as cabeças nativas. A maioria ignora que tais cartas contêm erros grosseiros de ortografia. Gramática inexistente. A população se divide entre brincadeira de mau gosto ou maldição. Na dúvida, o Prefeito marcou a assembleia. Pulso nem sempre agrada o eleitorado. O Delegado, pra lá de exagerado, procura evitar atentados terroristas.


"O tempo está feio. Nublado. Não ameaça chover, tampouco o sol dá qualquer pista de quando poderia brilhar. Assim é também a população da cidade: medíocre, no sentido mais puro, ou seja, mediana. Por mais que se busque, não será encontrado nenhum gênio; e o mais desbravador dos conquistadores penará para tomar uma alma realmente má."

Ardósia é uma típica cidade interiorana, com uma população pequena, de nomes peculiares e figuras curiosas: aquele velho eremita que vive naquele casarão antigo; aquela moça promíscua; aquele rapaz estabanado, pra quem tudo da errado; aquela mulher carrancuda, dona do estabelecimento comercial da esquina que fica aberto até nos nos feriados cristãos, quando as famílias saem juntas, e dependendo da comemoração, levam suas máquinas fotográficas e aparelhos de telefone celular para fazerem os registros...



"os ardosienses aproveitam para rever velhos amigos, cobrar dívidas esquecidas e paquerar em olhares furtivos. Jesuíno coloca o papo em dia com fregueses/colegas, enquanto as crianças se enroscam no meio da multidão."

Enfim, Ardósia fica "láaaa..." no fim do mundo. Inacessível. Não há como chegar em Ardósia. Que mistério é esse? Pois é, meus caros. Esta é Ardósia.

O enredo é edificado através de contos hilários, onde conhecemos cada personagem que institui aquele povo de pensamentos e costumes, digamos, arcaicos.

Conhecemos, dentre as personalidades de Ardósia, aquele grupo de amigos inseparáveis, que vai se meter em muita confusão e nos divertir à beça.
Somos apresentados, ainda, ao impertinente casal de crianças, filhos daquela que é dona do boteco. E o que eles vão aprontar, ainda vai dar o que falar!
E é claro que não podemos esquecer do velho ermitão, aquele que esconde os mais tenebrosos segredos.
Quanto às pessoas de fora? Bem, não há muitos turistas por ali, já que é praticamente impossível chegar até Ardósia, a não ser pelos forasteiros perdidos que erraram uma entrada na estrada e nem sequer sabem como foram parar ali naquele lugar onde nada acontece.

Porém, o sossego do lugar é quebrado quando um fato inesperado e misterioso acontece, e todos ficam de sobrancelhas arcadas.
Alguma coisa muito séria aconteceu e mexeu com a população, mas será fácil encontrar o responsável por tudo, não será? Afinal, quem mais poderia fazer algo daquele porte se não o morador daquela rua, daquela antigo e misterioso casarão, para quem os dedos sempre apontam. "El viejo ermitaño."
Ri litros com este personagem fundamental da estória, talvez pela semelhança com meu pai, o qual me surpreendeu no final e, confesso, me arrancou risos e uma lágrima ao mesmo tempo.

Mas adorei o desfeche da estória. 
Então, caro leitor, o que tenho a dizer a você é: Pegue uma carona numa brasília velha e venha conhecer Ardósia! Se você achá-la.












9 de março de 2016

Resenha: Eu, Você e a Garota que Vai Morrer - Jesse Andrews

9 de março de 2016

Título: Eu, Você e a Garota que Vai Morrer
Autor: Jesse Andrews

Páginas: 288
Edição:
Editora: Rocco
Ano: 2015
Gênero: YA/Drama/Humor


Sinopse: Greg Gaines é socialmente invisível, Earl Jackson vem de um lar desajustado e Rachel Kushner tem câncer, mas Eu, você e a garota que vai morrer está longe de ser mais um dramalhão lacrimoso. Subvertendo clichês, o autor Jesse Andrews oferece um romance de formação que, com um estilo pop e original, consegue juntar irreverência e sensibilidade ao tratar dessa coisa maluca chamada morte.



??????

Geralmente livros que tem em seu enredo um personagem diagnosticado com uma doença terminal são previsíveis. os protagonistas, com amigos que da pra contar nos dedos, se apaixonam, um deles morre e aí derramamos litros de lágrimas, certo?
Em Eu, Você e a Garota que Vai Morrer isto não acontece.
Quando comecei a leitura, mergulhei no livro com  esta expectativa. Mas tudo o que eu tenho a dizer sobre Eu, Você e a Garota que Vai Morrer é:
??????????
Que p... é essa?
O autor realmente tem um humor que não me cativa. E sinceramente não sei se vale fazer esta resenha. Li até o fim porque não costumo abandonar livros pela metade.

Greg é um adolescente de 17 anos que vive fugindo de tudo e todos na escola. Evita enquadrar-se em qualquer grupo pra não ser "julgado" por aqueles alunos narcisistas e bullies.
Quando uma menina do colégio é diagnosticada com leucemia, sua mãe praticamente o obriga a aproximar-se da garota e ser afável com ela.
Greg e seu colega, desde a infância, Earl, que vem de um lar/família problemático, costumam dirigir e criar alguns curta metragens um tanto peculiares. Tanto que jamais outra pessoa os viu. Mas a garota, Rachel, se agrada com essas produções. 

Eu, Você e a Garota que Vai Morrer, de fato, é uma leitura diferente. Tem um enredo até que divertido, mas um humor, digamos, irônico. Debochado. 
Os personagens não tem uma característica marcante e você não consegue se apaixonar por eles.

O livro é narrado em primeira pessoa, atraves do ponto de vista de Greg, que faz jus aos seus comentários sobre o próprio livro.












Estante da Lullys © 2014